A Felicidade
Algumas pessoas dizem que escrevo melancolias, outros… solidão, outros até… tristeza.
O que se passa na cabeça de um poeta? Ou melhor seria perguntar, no coração?
Ente autos e baixos de um sistema incontrolável de sentidos e sentimentos, que vem e vão, como uma gangorra, como as ondas do mar, numa vai e vem intenso, e são fortes, valentes, tristes e receosas. Como o bater do coração, ora firme e forte, ora sutil e sonolento, assim caminha cada pensamento, viajando nos devaneios da minha consciência.
Louco… não! Apenas um sonhador incontrolável, inconfundível, a pesar das suas mil e uma faces diárias de terror e ternura, de palavras dóceis… doces e turbulentas contradições na qual vive, e é capaz de gerar nos corações de quem lê, como os corações de quem ama a intensa busca do porquê… ou por quem… por ela… pelo outro… jamais por si!
Se amo, amo o faço isso intensamente, se choro, me derramo por inteiro, se escrevo ponho a minha vida, se vivo é que ainda me resta esperança!
A alegria está nas entrelinhas, nos olhares, nos olhos, nos jogos de sedução, que não se resumem em ações simplesmente voluntárias, mas também nos gestos que não mostramos, nas palavras que jamais falaríamos, nos olhares que nos condenam, no que pode o pensamento, a imaginação, no implícito, no que contamos sem precisar falar.

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